Região zigomática: o que é necessário saber
A harmonização entre a funcionalidade mastigatória e a estética facial é um dos maiores desafios da odontologia contemporânea. A região zigomática é o pilar central de sustentação e jovialidade da face, exigindo do cirurgião-dentista um domínio aprofundado da anatomia da face para intervenções seguras, previsíveis e esteticamente superiores.
Frequentemente associada ao desejado top model look, essa estrutura vai muito além da estética: ela desempenha um papel essencial tanto na reabilitação oral complexa, por meio de implantes, quanto na harmonização orofacial (HOF).
Neste artigo você verá como o conhecimento técnico e aplicado da região zigomática permite integrar função mastigatória, estética avançada e planejamento clínico de excelência, possibilitando ao profissional devolver não apenas o equilíbrio facial, mas também a autoestima, a dignidade e a qualidade de vida dos pacientes.
O osso zigomático, também conhecido como osso malar, é uma estrutura par e simétrica que compõe a proeminência da bochecha e parte da órbita ocular.
Ele atua como um verdadeiro conector arquitetônico, articulando-se com quatro ossos principais: o frontal, o maxilar, o temporal e o esfenóide. Essa posição estratégica faz dele uma zona de alta resistência mecânica, capaz de suportar e dissipar as forças mastigatórias que incidem sobre a maxila.
No contexto da anatomia da face, o zigoma apresenta processos que definem os contornos laterais e inferiores da órbita. O conhecimento detalhado desses limites é essencial para evitar complicações em procedimentos invasivos.
Além da estrutura óssea, a região é rica em feixes musculares, como o masseter e os músculos zigomáticos maior e menor, e composta por importantes forames, como o zigomaticofacial, que abriga nervos e vasos homônimos.
Qualquer intervenção clínica deve respeitar essa complexidade biológica para garantir a integridade neurovascular do paciente.

A projeção da maçã do rosto é um dos principais indicadores de beleza e vitalidade. O osso zigomático atua como a âncora dos tecidos moles da face, mantendo a tensão necessária para um contorno definido.
Com o passar dos anos, o processo de envelhecimento desencadeia a reabsorção óssea e o deslocamento dos compartimentos de gordura, resultando na perda de suporte. Essa alteração estrutural impacta diretamente a estética, gerando a aparência de “derretimento” facial e acentuando vincos como o sulco nasogeniano.
Compreender como a perda de projeção nessa área afeta a dinâmica do envelhecimento é essencial para o diagnóstico correto. Quando a região zigomática perde seu volume, há uma queda em cascata que afeta o terço médio e inferior da face.
Portanto, a intervenção nesta zona não visa apenas o preenchimento local, mas sim a reestruturação de toda a face, promovendo um efeito lifting natural que resgata as proporções áureas do paciente.
A versatilidade clínica desta região permite que diferentes especialidades odontológicas atuem de forma complementar.
As intervenções podem ser divididas entre o foco cirúrgico-reabilitador e o foco estético-funcional, ambos exigindo um alto nível de precisão técnica.
Para pacientes que sofrem com a atrofia maxilar severa, os implantes zigomáticos representam uma alternativa revolucionária às técnicas tradicionais de enxertia óssea complexa.
Essa técnica consiste na fixação de implantes longos diretamente no corpo do osso zigomático, aproveitando sua alta densidade e estabilidade primária.
Os principais pontos de atenção nesta modalidade incluem:
Na harmonização orofacial, a reposição de volume na região malar e zigomática é considerada o padrão-ouro para o rejuvenescimento facial.
Ao utilizar preenchedores como o ácido hialurônico ou bioestimuladores de colágeno, o profissional consegue criar pontos de sustentação que mimetizam a estrutura óssea perdida.
Esse procedimento promove o chamado efeito lifting, que gera diversos benefícios:
Intervir na região zigomática, seja com agulhas, cânulas ou brocas cirúrgicas, exige um conhecimento que vai muito além do básico aprendido na graduação.
O risco de complicações, embora baixo em mãos experientes, inclui lesões do nervo infraorbital, parestesias, hematomas severos ou até mesmo resultados inestéticos que comprometem a harmonia facial.
O profissional precisa estar apto a manejar não apenas a técnica, mas também as intercorrências.
A curva de aprendizado para lidar com áreas nobres da face exige o acompanhamento de quem possui vivência clínica e acadêmica. É necessário entender a reologia dos materiais preenchedores, a biomecânica dos implantes e a fisiologia da cicatrização óssea.
O diferencial competitivo no mercado atual não pertence apenas a quem executa o procedimento, mas a quem entrega segurança e previsibilidade em cada caso clínico, independentemente da complexidade.
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A região zigomática é, indiscutivelmente, uma área nobre que abre as portas para tratamentos transformadores na odontologia. Seja através da resolução de casos desafiadores de edentulismo total ou por meio de refinamentos estéticos de alto impacto, o domínio desta anatomia permite que o dentista eleve o patamar de suas entregas clínicas.
Atuar com maestria nesta zona é o que separa os profissionais generalistas dos especialistas que são referência em suas cidades.
Para alcançar esse nível de excelência, a atualização constante é o único caminho seguro. O mercado demanda profissionais que saibam integrar tecnologia, ciência e arte em um único plano de tratamento.
Domine as técnicas cirúrgicas e estéticas da região zigomática e esteja preparado para oferecer o que há de mais avançado aos seus pacientes!
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Categorias: Anatomia da face