Uso de aparelhos ortodônticos em adultos acima dos 30 anos é cada vez maior

Tratamento que antes era quase exclusividade em crianças e adolescentes, tem sido cada vez mais comuns nos adultos que querem um sorriso harmônico. 
Especialistas da Rede IOA orientam sobre as técnicas mais avançadas 



Os dentes desalinhados sempre foram motivo de desconforto para o jornalista Fernando Assanti, que por muito tempo pensou em melhorar a harmonia do sorriso. Aos 33 anos, depois de tanto adiar, ele decidiu que já era hora de procurar um profissional para avaliar a possibilidade do uso do aparelho ortodôntico e levantou as alternativas que melhor se encaixavam a sua realidade - alinhar, principalmente, os incisivos inferiores e superiores.

“Eu não tinha problemas em ter o aparelho aparente, mas não queria aquela boca de ferro. Outro fator que me levou a colocar o aparelho agora foi o avanço das tecnologias. Há muitas opções invisíveis, aparelhos menos invasivos e que dão resultados rápidos”, compartilha Assanti, que há seis meses lida com a nova realidade. 

Segundo o ortodontista e vice-presidente da Rede IOA - Instituto Odontológico das Américas, Giovani Mello, o número de pessoas adultas que buscam pela melhoria do sorriso aumentou consideravelmente nos últimos anos por conta da reabilitação oral. Muitos precisam colocar implantes, próteses ou desejam apenas mudar questões estéticas, mas precisam corrigir a engrenagem da mordida.

Dr. Giovani Mello, ortodontista e vice-presidente da Rede IOA


“Todo tratamento preventivo é sempre melhor que o corretivo, porém, com o avanço da tecnologia e surgimento de novas pesquisas, não há barreiras para o tratamento. As diferenças para quem coloca aparelho na adolescência ou na vida adulta são apenas técnicas, já que jovens têm menos problemas e melhor metabolismo celular, o que reduz o tempo de tratamento. A idade não traz restrições, só a saúde bucal, que deve estar sadia e em equilíbrio para receber o tratamento adequado”, declara o especialista.

Avanços na ortodontia reduzem incômodos 


Acostumar-se com as novidades leva tempo e o mesmo vale para quem passa a usar aparelhos na vida adulta. No caso de Assanti, que usa um aparelho tradicional estético de braquetes brancos, os incômodos vieram na alimentação e em momentos da fala. “O processo de adaptação está tranquilo. É desconfortável no início, porque agora tem um elemento novo na boca, sensível naturalmente. Mas acostuma rápido. Quando faço as manutenção mensais e a dentista ajusta o aparelho, enfrento alguns dias de desconforto, mas aproveito a oportunidade para fazer uma dieta”, brinca.

O tempo de uso do aparelho varia de acordo com cada caso, indo de seis meses a três anos. A previsão para a conclusão do tratamento de Assanti, por exemplo, é de 18 meses. Nesse período, é indicado que o paciente visite seu cirurgião dentista uma vez por semestre para evitar problemas crônicos ou graves e, consequentemente, aumento nos gastos.

“As pessoas ainda têm a ideia de que o aparelho vai deixar a boca metálica ou, em alguns casos, resultar numa parte externa para auxiliar no tratamento. Há esse imaginário de que é algo feio, mas as alternativas são inúmeras atualmente. Nosso rosto, é o nosso cartão de visitas mais importante. Vale a pena cuidar da saúde bucal sim, independentemente da idade. Mesmo que seja só para aumentar nossa autoestima”, afirma Assanti.

A gestora de Marketing e relações com o mercado, Valdirene Salvador, enfrentou uma experiência negativa há alguns anos, quando as técnicas ainda era antigas. O resultado foi uma situação constrangedora. “Coloquei aparelho ortodôntico perto dos 30 para corrigir a mordida. Na época, era metálico, uma experiência horrível. Quando trabalhava em uma rádio, a borrachinha estourou na frente do cliente durante uma visita. Procurei minha dentista e pedi para tirar o aparelho depois disso. Hoje as técnicas são outras e sem dúvida não passaria a vergonha que passei naquela época”, compartilha a profissional.
Consultora Pedagógica da Rede IOA, Helena Bussolo Mello, mestre em Ortodontia

Entre as novas tendências há os alinhadores invisíveis, aparelhos transparentes e removíveis capazes de correções dentárias mais rápidas. Os alinhadores não possuem fios ou metais, assim não agridem a boca nem interferem na fala ou estética. A consultora Pedagógica da Rede IOA, Helena Bussolo Mello, mestre em Ortodontia, explica que o tratamento com alinhadores é menos doloroso, porque as placas são trocadas constantemente. “A alternativa também facilita a higienização, uma vez que a escovação é feita sem o aparelho, e traz mais comodidade para a alimentação, sem se preocupar com a danificação de peças ortodônticas”, pontua a especialista.

Os cuidados com os alinhadores são apenas na remoção do aparelho durante as refeições - o uso diário deve ser de 20 horas.

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